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Após reabrir comércio em dezembro, Líbano decreta novo lockdown até final de janeiro

Vendedor ambulante nas ruas de Beirute, que tentava retormar sua vida normal, mas entra novamente em um regime de lockdown.
Vendedor ambulante nas ruas de Beirute, que tentava retormar sua vida normal, mas entra novamente em um regime de lockdown. AP - Bilal Hussein
Texto por: RFI
3 min

As autoridades libanesas anunciaram nessa segunda-feira (4) um novo confinamento no país. Em razão da aceleração no ritmo das contaminações pela Covid-19 e da saturação dos hospitais, um lockdown será instaurado pelo menos até o final do mês.

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Em uma tentativa de relançar a economia do país, que atravessa uma das piores crises de sua história, o governo libanês havia decretado em dezembro a reabertura do comércio, inclusive dos bares e discotecas. Menos de um mês depois, as autoridades tiveram que voltar atrás.

Após uma reunião com a comissão ministerial encarregada de lutar contra a crise sanitária, o ministro interino Hamad Hassan confirmou que o lockdown será retomado na manhã dessa quinta-feira (6). Um toque de recolher também entrará em vigor entre 18h e 5h e o aeroporto de Beirute, que continuará aberto, terá sua atividade reduzida.

Os profissionais da saúde vinham alertando para os riscos de agravamento da situação desde que o confinamento foi suspenso, em dezembro. Mas nos últimos dias o surgimento de novos casos de contaminação se acelerou, passando de 1.000 para 3.500 por semana. O número de pacientes necessitando de hospitalização também não para de crescer.

Superlotação dos hospitais

O balanço pode parecer baixo comparado com outros países. Mais em uma nação que já sofria com a crise econômica e política, e que ainda não se recuperou das explosões no porto de Beirute no ano passado, o risco de superlotação dos hospitais preocupa. “Não há mais leitos disponíveis em algumas unidades de tratamento intensivo (UTI)”, avisou o primeiro-ministro interino, Hassan Diab, que fala da necessidade de “medidas excepcionais”.

As autoridades temem uma implosão do sistema de saúde. “Recentemente, o aumento no número de casos de Covid ultrapassou o número de leitos em UTI”, confirmou em declaração nas redes sociais Firass Abiad, que dirige o hospital público Rafic Hariri, principal estabelecimento na luta contra o vírus.

O Líbano registrou, desde o início da pandemia, mais de 192 mil casos e cerca de 1.500 mortos. O primeiro carregamento de vacinas deve chegar no território libanês apenas em fevereiro.

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