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Mundo celebra chegada de 2021 em meio às restrições causadas pela pandemia

A avenida Times Square, quase vazia, decorada para a chegada de 2021
A avenida Times Square, quase vazia, decorada para a chegada de 2021 AP - Craig Ruttle
Texto por: RFI
4 min

Público reduzido na Times Square em Nova York, Champs-Elysées deserta em Paris e praias mais vazias no Rio: diversos países no mundo comemoram 2021 de maneira atípica, sem festas oficiais. 

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Em Sidney, a maior cidade da Austrália, a prefeitura organizou os tradicionais fogos de artifício na baía, mas sem espectadores. Recentemente, um foco de contaminação reapareceu no norte da cidade, o que levou o governo a tomar novas precauções.

Na Times Square, no lugar da multidão que normalmente festeja a chegada do ano no local, profissionais que atuam na luta contra a epidemia foram especialmente convidados para celebrar 2021.

Em Nova York, o bairro de Manhattan foi isolado e os moradores acompanharam de casa a contagem regressiva e os shows de Jennifer Lopez, Gloria Gaynor e da brasileira Anitta. Apenas alguns trabalhadores da linha de frente contra a pandemia foram convidados para assistir a tradicional queda da bola na Times Square.

Nos Estados Unidos, o país com o maior número de mortos por Covid-19, o presidente eleito, Joe Biden, declarou que "A América pode fazer tudo" e disse estar confiante de que os americanos "vão voltar ainda mais fortes".

Em Wuhan, na China, onde a epidemia de coronavírus foi descoberta, há um ano, milhares de moradores celebraram com entusiasmo a chegada de 2021. Uma multidão soltou balões em frente à torre do relógio, um dos pontos turísticos da metrópole de 11 milhões de habitantes.

Em Hong Kong, apesar das restrições, alguns se aventuraram à orla do Porto Victoria para tirar fotos. Na Rússia, como todos os anos, um grupo nadou nas águas geladas do Lago Baikal, na Sibéria, enfrentando temperaturas e até -35 ° C.

Em seu discurso, o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu em seu pronunciamento que uma segunda onda do coronavírus atinge a Rússia. "Infelizmente, ainda não paramos a epidemia. O combate à epidemia não para por um minuto", afirmou.

Passagem do ano sob restrições na Europa 

Na Europa, as autoridades tentam prevenir um agravamento da epidemia após as festas de fim de ano. A Itália pode decretar um novo lockdown até 7 de janeiro e um toque de recolher a partir das 22h.

Em Londres, cidade gravemente afetada pela pandemia, a cantora norte-americana Patti Smith, 74 anos, fez uma apresentação ao vivo em homenagem aos cuidadores do NHS, sistema público de saúde do Reino Unido, que morreram de covid-19. Mas devido à crise sanitária, a transmissão do espetáculo por um telão instalado na Piccadilly Circus foi cancelada e a exibição foi feita apenas pelo YouTube.

A chanceler alemã, Angela Merkel, aproveitou sua mensagem de Ano-Novo para lembrar que essa crise "histórica" do coronavírus continuará até 2021, mesmo que a vacina tenha trazido "esperança". O presidente francês, Emmanuel Macron, também fez alusão à vacina em seu último discurso em 2020.

Na França, com o toque de recolher decretado às 20h para lutar contra a epidemia, todas as festividades foram canceladas, incluindo na Torre Eiffel e na Champs Elysées. No Brasil, a queima de fogos também não aconteceu em Copacabana, que estava quase vazia, se comparada aos anos anteriores.

Reuniões sociais

Em Dubai, milhares de pessoas assistiram à queima de fogos de artifício e a um show de iluminação a laser na Burj Khalifa, a torre mais alta do mundo, apesar dos novos casos. Todas as pessoas foram obrigadas a usar máscara, ou se registrar com um código QR.

Em Beirute, capital do Líbano, uma cidade que ainda se recupera da explosão de 4 de agosto de 2020 no porto, as autoridades também flexibilizaram as medidas. O toque de recolher agora é a partir das 3h. Bares, restaurantes e boates reabriram, e grandes festas de fim de ano foram organizadas.

(Com informações da AFP)

 

 

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