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Covid-19: Brasileira conta como encerrou 2020 sendo vacinada em Israel

A brasileira Luciana Almeida Tub esperou uma hora e meia para receber a vacina contra a Covid-19, em Neranya, Israel. Sem fazer parte dos grupos prioritários, ela se beneficiou das vacinas que sobraram em uma clínica.
A brasileira Luciana Almeida Tub esperou uma hora e meia para receber a vacina contra a Covid-19, em Neranya, Israel. Sem fazer parte dos grupos prioritários, ela se beneficiou das vacinas que sobraram em uma clínica. © Arquivo pessoal
Texto por: Paloma Varón
5 min

Em Israel, onde a campanha de vacinação contra a Covid-19 avança rapidamente, já é possível tomar a vacina sem fazer parte dos grupos prioritários, desde que haja sobras nas clínicas. Embora o imunizante seja oficialmente seja oferecido a profissionais de saúde, idosos e pessoas de grupos de risco, há uma brecha para o restante da população. O país chegou à marca de quase 1 milhão de pessoas vacinadas neste 1º de janeiro de 2021.

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Treze dias depois do início da campanha de vacinação, Israel já vacinou um terço das pessoas com mais de 60 anos, o que terá um impacto significativo no número de casos graves e mortes de pacientes com Covid-19. Como resultado, Israel é, no momento, o país com a melhor taxa de vacinação por cem habitantes, cerca de 9,18 pessoas, de acordo com o site Our World in Data. Muitos postos de vacinação funcionam 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Em entrevista exclusiva à RFI, a brasileira Luciana Almeida Tub, de 42 anos, especialista em Localização, que não trabalha com Saúde, nem faz parte do grupo de risco, conta como resolveu terminar o ano de 2020 em grande estilo: sendo vacinada.

“Na verdade, eu já tinha decidido tomar a vacina assim que fosse possível. Aqui em Israel nós começamos a vacinação há duas semanas. Por enquanto, a prioridade é para quem tem mais de 60 anos e pessoas que fazem parte do grupo de risco, mas, como a vacina, depois de ser transportada da geladeira de -80 graus para as clínicas, tem um prazo de validade muito curto, as clínicas acabam dando para a população em geral, no final do dia, no final do expediente, para não jogar fora e vacinar o maior número de pessoas possível”, explica Luciana, que mora há mais de 15 anos no país.

"Alívio, segurança e esperança"

Ela conta que foi tentar a sorte com uma amiga, de 32 anos, que, como ela, tampouco integra os grupos prioritários e, mesmo assim, tiveram a sorte de conseguirem ser vacinadas, após uma hora e meia de espera, já à noite.

“Eu descobri isso esta semana e resolvi tentar, com uma amiga. A gente chegou na clínica às 21h e ainda tinha muita gente sendo vacinada - a campanha de vacinação em Israel está super intensa, a maioria das clínicas está funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana, para vacinar o maior número de pessoas nas próximas semanas”, conta.

A gente chegou tarde e ainda esperou uma hora e meia no carro, porque tinha bastante gente na fila para ser vacinada, e aí nos chamaram e nos vacinaram”, relata, emocionada.

Para ela, o fato de ter sido vacinada antes do final do ano “foi ótimo”. “Se eu fosse esperar eu ser chamada pelo sistema de Saúde, eu teria de esperar pelo menos mais um mês e meio ou dois. Fui fechar o ano – um ano tão difícil para tantas pessoas, um ano tão confuso para todo mundo – com uma sensação de alívio, de segurança, de esperança”, revela Luciana, que já tem agendada a data para a segunda dose: 25 de janeiro.

"Questão de consciência global"

Luciana já faz planos para um futuro próximo: “No dia 25, eu estou livre. Estou livre para viajar, para não precisar entrar em isolamento caso eu venha a entrar em contato com alguém que testou positivo. Então a sensação é realmente de fechamento de um ciclo e de alívio”.

Ela frisa que se vacinar “é uma questão de consciência global”. “Chega! Vamos voltar a viver. Eu fiz a minha parte para o mundo voltar a andar.”

Além disso, Luciana conta não ter sentido nenhum efeito colateral. “Na hora não senti nada, não doeu nada. Depois senti um certo incômodo no braço. Mas foi o incômodo mais bem-vindo que eu já senti, porque cada vez que doía, me lembrava que eu tomei a vacina contra o coronavírus, então é ótimo”, comemora. Ela conta que sua família no Brasil ficou super feliz quando soube.

Israel, que começou a campanha de vacinação em 19 de dezembro com o primeiro-ministro Benjalin Netanyahu sendo vacinado em frente às câmeras, para dar o exemplo, e planeja vacinar 1/4 (um quarto) de sua população em um mês, já havia injetado mais de 800 mil doses no dia 31 de dezembro de 2020. O governo israelense começou a comprar vacinas já em junho passado, quando os testes clínicos ainda não haviam sido concluídos.

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