Poluição do ar matou quase 500 mil recém-nascidos em 2019

Segundo estudo realizado pela plataforma State of Global Air, há cada vez mais provas que a exposição de grávidas à poluição aumenta o risco que bebês nasçam prematuros ou com o peso abaixo do normal.
Segundo estudo realizado pela plataforma State of Global Air, há cada vez mais provas que a exposição de grávidas à poluição aumenta o risco que bebês nasçam prematuros ou com o peso abaixo do normal. © Pixabay
Texto por: RFI
2 min

Um novo estudo da plataforma State of Global Air aponta que a poluição do ar é implacável à saúde dos bebês. Apenas em 2019, 476 mil recém-nascidos morreram intoxicados, principalmente na Índia e África subsaariana. 

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Três quartos desses falecimentos se devem à fumaça tóxica proveniente de combustíveis utilizados para cozinhar. No total, 236 mil recém-nascidos da África subsaariana e 116 mil bebês indianos morreram em seu primeiro mês de vida devido à poluição do ar.

De acordo com o estudo realizado pela State of Global Air, há cada vez mais provas que relacionam a exposição de grávidas à poluição ao risco que bebês nasçam prematuros ou com o peso abaixo do normal

A pesquisa se baseia em dados compilados por dois institutos americanos, o Health Effects Institute e o Institute for Health Metrics and Evaluation. 

"Ainda que haja uma lenta e constante redução da depedência dos lares a combustíveis de má qualidade, esse tipo de poluição continua a ser um fator chave na morte dessas crianças", afirmou o presidente do Health Effects Institute, Dan Greenbaum. 

6,7 milhões de mortes

No total, em 2019, a poluição do ar resultou em 6,7 milhões de mortes em todo o mundo. Segundo os autores do estudo, essa é a quarta maior causa de mortalidade no planeta. 

Os autores destacaram que a pandemia de Covid-19, que provocou mais de um milhão de mortes e danos econômicos, teve um impacto positivo no que diz respeito à poluição

"Muitos países recuperaram o céu azul e as noites estreladas pela primeira vez em muitos anos", devido à brusca interrupção das atividades. No entanto, de acordo com os cientistas, os pontos positivos não devem durar muito tempo, devido à necessidade da retomada da economia. 

(Com informações da AFP)

 

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