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Estado Islâmico controla menos de 7% do território do Iraque

Estado Islâmico controla menos de 7% do território do Iraque
Estado Islâmico controla menos de 7% do território do Iraque REUTERS/Khalid al Mousily
Texto por: RFI
3 min

O grupo radical Estado Islâmico (EI) controla menos de 7% do território do Iraque, em comparação com os 40% de três anos atrás, informou nesta terça-feira (11) o porta-voz militar iraquiano Yahya Rasul.

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Os extremistas conquistaram extensas zonas do território do Iraque durante uma ofensiva-relâmpago em 2014. Desde então, perderam várias cidades sob seu controle, como Fallujah e Ramadi, a oeste de Bagdá.

Desde 17 de outubro, as tropas iraquianas realizam uma ofensiva para recuperar Mossul, a segunda maior cidade do país e último grande reduto urbano do EI.

Depois de ter reconquistado a parte leste do município no final de janeiro, as forças pró-governamentais batalham para recuperar o oeste. Os combates se concentram agora na Cidade Velha, um labirinto de ruelas densamente povoadas.

Mais de 200 mil pessoas já fugiram da região, que continua em parte sob domínio dos radicais. Segundo o exército americano, os combatentes extremistas, que passaram de 2 mil a menos de 1 mil pessoas, continuam resistindo em seu último reduto.

Completamente cercados

Uma reconquista total de Mossul, capital do "califado" autoproclamado em 2014 pelo EI, poria fim à ambição extremista de criar um Estado entre o Iraque e a Síria.

A coalizão antijihadista liderada pelos Estados Unidos prometeu, por sua parte, que o Iraque não ficará abandonado à própria sorte depois da retomada da cidade.

"Uma vez terminada essa tarefa, a coalizão estará aqui para apoiar nossos aliados iraquianos enquanto eliminam o EI em cada canto do Iraque", assegurou o coronel John Dorrian, porta-voz da coalizão, durante coletiva de imprensa em Bagdá.

"Apesar de o combate ser muito duro, o inimigo está completamente cercado. Eles não vão a lugar nenhum. Serão vencidos, e o povo de Mossul será libertado." 

Risco elevado

Dorrian também fez referência ao ataque aéreo de março no oeste de Mossul, no qual muitos civis morreram. A coalizão admitiu pouco depois que talvez tenha sido obra de suas forças. "Em cada ataque que realizamos,  usamos munição teledirigida de precisão, em coordenação com as forças de segurança iraquianas", disse.

"Temos muito cuidado, nunca tomamos civis como alvo", insistiu. Apesar de os objetivos dos ataques serem membros do EI, o fato de eles se encontrarem em zonas densamente povoadas representa um risco elevado para a população civil.

O EI ainda controla as grandes localidades de Hawijah (ao sul de Mossul) e de Tal Afar (a oeste de Mossul), assim como setores ao longo da fronteira com a Síria, no oeste do Iraque.

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