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Eleição presidencial 2017

Le Pen e Macron aceleram ritmo e farpas a sete dias do pleito

Emmanuel Macron no Memorial da Shoah, em Paris, diante de fotos de jovens judeus franceses deportados durante a guerra.
Emmanuel Macron no Memorial da Shoah, em Paris, diante de fotos de jovens judeus franceses deportados durante a guerra. REUTERS/Philippe Wojazer
3 min

A uma semana do segundo turno que vai definir quem vai ser o próximo presidente da França, os dois pretendentes não descansam. Marine Le Pen, da extrema-direita, continuava neste domingo (30) uma estratégia de ofensiva contra o centrista Emmanuel Macron.  

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Após uma visita surpresa aos funcionários de uma fábrica ameaçada de fechamento no momento em que seu rival se reunia com sindicados da usina, a candidata da Frente Nacional (FN) depositou flores no monumento aos deportados em Marselha (sul), sem avisar a imprensa, pouco antes de uma homenagem similar prevista por Macron.

"Eu não comercializo com as celebrações. Não são um evento eleitoral", afirmou à rede francesa BFMTV, enquanto a sobrinha deputada Marion Maréchal Le Pen denunciava o oportunismo de Macron.

Le Pen também improvisou uma visita a Gardanne (sul), centrada na defesa do meio-ambiente, defendendo a visão de uma "verdadeira ecologia". A nova estratégia de campanha, implementada rapidamente desde a noite do primeiro turno, quando ficou em segunda posição, pretende demonstrar que as pesquisas se equivocam ao prever sua derrota no dia 7 de maio.

Macron continua na frente

O rival Macron visitou ao fim do dia o Memorial da Shoah e o Memorial dos mártires da deportação em Paris, por ocasião do dia nacional em memória às vítimas da deportação. "A homenagem que quis fazer hoje é um dever que temos com todas essas vidas perdidas pelos extremismos, pela barbárie", disse. Também evocou o dever "de que isso não se reproduza nunca mais".

A distância se estreita entre os dois finalistas - Emmanuel Macron tem 59% das intenções de voto, contra 41% de sua rival - e a aliança selada no sábado entre Le Pen e o líder de um pequeno partido antieuropeísta pode reforçar a posição da candidata da FN.

Nicolas Dupont-Aignan, que obteve 4,7% dos votos no primeiro turno das eleições, será nomeado primeiro-ministro em caso de vitória, anunciou Marine Le Pen.

Em relação à proposta de abandonar o euro, Le Pen quer negociar a questão em Bruxelas, mas já não apresenta a ideia de restabelecimento de uma moeda nacional como prioridade.

Barrar o extremismo

Paralelamente, se multiplicam os apelos em vários campos políticos, mas também de figuras respeitadas na França, de artistas e associações, para convocar os eleitores a votar por Macron com o objetivo de "proteger os valores da República".

A eleição de Marine Le Pen seria algo "monstruoso", considerou Daniel Cordier, ex-secretário de Jean Moulin, figura da resistência francesa durante a ocupação nazista, em uma entrevista no Journal du Dimanche. "Le Pen na vida política francesa representa a negação de tudo pelo qual nós combatemos", estimou Cordier, de 96 anos.

 

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