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França/eleições

França: nanicos dominam a cena em debate para eleição presidencial

Os 11 candidatos à eleição presidencial francesa poucos antes de começar o debate
Os 11 candidatos à eleição presidencial francesa poucos antes de começar o debate REUTERS/Lionel Bonaventure
Texto por: RFI
3 min

Há menos de três semanas do primeiro turno da eleição presidencial francesa, os onze candidatos ao pleito, incluindo os nanicos, se reuniram nesta terça-feira (4) no canal de TV BFMTV, para um novo debate. Na primeira vez, apenas os cinco mais cotados estiveram presentes, o que provocou polêmica entre os eleitores. Um terço deles ainda não decidiu em quem votar.

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Os nanicos dominaram a cena, com um destaque especial para o representante do NPA, partido anticapitalista, Philippe Poutou. De camiseta, o funcionário da Ford em Bordeaux atacou repetidas vezes os candidatos Marine Le Pen, da extrema-direita, e François Fillon, de direita, indiciado por criar empregos-fantasma para membros de sua família.

“Não existe imunidade para operário, quando a polícia convoca, tem que ir!”, disse o candidato, que foi aplaudido pela plateia. Ele também acusou ambos de “pegar dinheiro dos caixas públicos”. “Mais a gente fuça, mais a gente acha”, declarou Poutu, dizendo ser o único, além da candidata Nathalie Arthaud, do partido “Luta Operária”’, “a ter um emprego normal”.

De acordo com análises publicadas na imprensa francesa, Marine Le Pen, que lidera as pesquisas, saiu enfraquecida do debate porque suas ideias extremistas ficaram apagadas diante do radicalismo dos outros seis candidatos dos pequenos partidos, que foram os mais beneficiados.

Macron ataca Le Pen

O centrista Emmanuel Macron, que está em segundo lugar nas pesquisas e venceria a eleição num eventual segundo turno contra Marine Le Pen, atacou o projeto econômico da rival de extrema-direita, a acusando de provocar uma "guerra econômica" ao propor a saída da França da zona do euro.

Para Marine Le Pen, o euro - que foi adotado como moeda única da União Europeia em 2002 - é o responsável pela perda do poder aquisitivo, pelo déficit comercial e pelo aumento dos preços na França. A exemplo do Reino Unido, a candidata de ultra-direita propõe a convocação de um referendo para consultar ao povo sobre a saída da França da União Europeia, o "Frexit", seguindo os passos do Reino Unido que votou em 2016 a favor do Brexit.

"Não quero deixar que se instale uma espécie de falso debate entre aqueles e aquelas que protegem os franceses dizendo 'saiamos da União Europeia' e os demais que são a favor de deixar que as coisas continuem como estão. A Europa protege", afirmou Macron, ex-ministro da Economia de Hollande.

O líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, atacou o setor financeiro que considerou que "deve devolver o dinheiro" e "financiar um retorno ao pleno emprego" na França, onde a taxa de desemprego está em torno 10%. Mélenchon está em quarto lugar nas intenções de voto (15%), superando o candidato do governista Partido Socialista, Benoît Hamon, que nas últimas semanas foi abandonado por importantes figuras do movimento. De acordo com uma pesquisa feita junto aos eleitores, Mélenchon teve o discurso mais contundente.

 

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