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Macron aposta em retomada econômica com “fim” da epidemia no primeiro semestre

Le Président de la République française, Emmanuel Macron, lors de son allocution télévisée du 31 décembre 2020.
Le Président de la République française, Emmanuel Macron, lors de son allocution télévisée du 31 décembre 2020. AFP - STEPHANE DE SAKUTIN
Texto por: RFI
4 min

Em seu discurso de fim de ano, nesta quinta-feira (31) o presidente francês homenageou os 64.000 mortos vítimas da Covid-19 no país e disse esperar que a crise chegue ao fim graças à chegada da vacina e à aceleração econômica.

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O presidente francês agradeceu o esforço dos franceses durante o ano de 2020, marcado por restrições para conter a epidemia do novo coronavírus. Apesar das críticas dos profissionais da saúde sobre a gestão da crise, Macron defendeu a estratégia governamental e disse que fez “as boas escolhas no bom momento.”

O chefe de Estado também homenageou franceses anônimos por suas iniciativas durante a epidemia. Ele citou, somente pelo primeiro nome, por exemplo, o microempresário Gérard, dono de uma fábrica de máscaras que funciona 24 horas por dia desde o primeiro lockdown, em março. Lembrou ainda da história do menino Lucas, que doou seu tablet para os idosos de uma casa de repouso – assim eles poderiam conversar com suas famílias.

O presidente francês não se esqueceu naturalmente de Mauricette, a primeira francesa a receber a vacina da Covid-19 da Pfizer, no dia 27 de dezembro. Ele também respondeu a críticas sobre a lentidão da campanha de vacinação no país – a França é um dos países da UE com menos pessoas imunizadas até agora. “Não deixarei que uma lentidão afete a campanha sem justificativa”, declarou. “Mas também não deixarei ninguém brincar com a segurança e as boas condições de vacinação, que será gerenciada pelos nossos médicos e pesquisadores”, declarou.

Pouco antes do pronunciamento do presidente francês, o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, anunciou uma aceleração da vacinação a partir desta segunda-feira (4) para os profissionais da saúde de mais de 50 anos, o que deveria acontecer inicialmente em fevereiro, de acordo com o calendário vacinal divulgado pelo governo francês.

A aparição de novas cepas do SARS-Cov-2 na França exigem que a campanha se faça rapidamente. Segundo o Conselho Científico francês, a hipótese de uma terceira onda não está descartada nas próximas semanas e as restrições devem ser mantidas ou até mesmo reforçadas. Museus, teatros e cinemas devem continuar fechados e não há previsão para a reabertura de bares e restaurantes.

Retomada econômica até maio

Apostando em um retorno à normalidade com a vacinação em massa ainda no primeiro semestre de 2021, Macron declarou que a retomada econômica permitirá “inventar uma economia mais forte, criadora de empregos, inovadora, que respeite o clima, além de uma biodiversidade mais solidária.” Segundo ele, a Primavera de 2021, que na Europa vai de 21 março a 21 de junho, “será o início de uma nova aurora para a França, de um renascimento europeu.”  O chefe de Estado francês antecipou, entretanto, que os primeiros meses serão difíceis e a epidemia ainda será um peso para a vida do país.

Macron também citou suas prioridades para 2021: transição ecológica, luta pela laicidade, igualdade de oportunidades e luta contra "toda forma de desigualdade e discriminação". Macron não mencionou a reforma da Previdência, tema que originou a revolta popular dos coletes amarelos em 2019. Ele apenas citou a necessidade de evitar que a crise se torne um peso para as gerações futuras”, lembrando que os jovens são os mais atingidos pelas restrições da epidemia.

Brexit

O presidente francês também citou o Brexit, que entrou em vigor nesta quinta-feira (31) à meia-noite, e assegurou que os interesses da União Europeia estavam preservados no acordo concluído na semana passada. “O Reino Unido continua sendo nosso vizinho e nosso aliado. A escolha de deixar a Europa é fruto do mal-estar europeu, de muitas mentiras e de falsas promessas. Mas eu quero e digo claramente: nosso destino é na Europa”, concluiu o presidente francês.

 

 

 

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