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Com medo de terceira onda da Covid-19, França deve manter lockdown "flexível"

A imprensa francesa desta quinta-feira destaca os esforços do governo em não falhar das medidas de flexibilização do lockdown
A imprensa francesa desta quinta-feira destaca os esforços do governo em não falhar das medidas de flexibilização do lockdown AP - Michel Euler
Texto por: RFI
3 min

Os jornais franceses desta quinta-feira (19) destacam a polêmica em torno da possibilidade de uma flexibilização precoce do lockdown na França. O governo francês quer evitar cometer os mesmos erros que levaram à segunda onda de contaminações pela Covid-19 a adoção de novas medidas restritivas.

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O jornal francês Le Figaro enfatiza os esforços do governo para conseguir controlar a epidemia e ao mesmo tempo flexibilizar o lockdown. Os dados mais recentes mostram uma queda no número de contaminações e uma descaleração da transmissão, mas o vírus ainda não foi vencido e é preciso se preparar para uma eventual terceira onda, em janeiro ou fevereiro. A perspectiva de uma vacina aos poucos se concretiza, mas as medidas de proteção ainda deverão ser adotadas por muito tempo.

O equilíbrio entre a manutenção da segurança sanitária e a manutenção da atividade econômica permeiam as decisões da equipe do presidente Emmanuel Macron. O governo já deixou claro que poderá apenas adotar um “lockdown mais leve". O jornal francês lembra como Macron tem frisado, durante as reuniões com seus ministros, a importância de "não relaxar" na luta contra a epidemia. O risco, diz o presidente francês, é de "ter feito esforços em vão."

A redução dos números de casos não é o único critério para flexibilizar as medidas restritivas. O ministro da Economia, Bruno Le Maire, está sendo pressionado pelos pequenos lojistas e os donos dos bares e restaurantes, que continuam fechados e são uma das principais fontes de contaminação. A reabertura dos estabelecimentos deve ser analisada a partir de 15 de janeiro de 2021.

Lojistas e setor da alimentação pressionam

Para o jornal Libération, as lojas não devem abrir no  27 de novembro, data da Black Friday organizada por plataformas digitais. O ministro Le Maire se pergunta se “essa é realmente a data certa para a Black Friday. E ele mesmo responde que não, pedindo ao setor da distribuição que “examine todas as possibilidades de adiar esta operação, que não faz sentido nas atuais circunstâncias”.

Libération destaca também que o primeiro ministro francês, Jean Castex, se vê diante do desafio de oferecer perspectivas à população sem desencadear um relaxamento geral como o ocorrido no verão, que gerou a perda de controle das contaminações e, como consequênciam, a segunda onda. O líder do governo prefere falar em "adaptação do lockdown" a partir de 1º de dezembro se a situação sanitária continuar evoluindo de maneira favorável.

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