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Após atentados, França reforça controle nas fronteiras para lutar contra ameaça terrorista

O presidente francês Emmanuel Macron cumprimenta os policiais espanhóis durante uma visita sobre o fortalecimento dos controles fronteiriços na passagem entre a Espanha e a França, em Le Perthus, França, quinta-feira, 5 de novembro de 2020.
O presidente francês Emmanuel Macron cumprimenta os policiais espanhóis durante uma visita sobre o fortalecimento dos controles fronteiriços na passagem entre a Espanha e a França, em Le Perthus, França, quinta-feira, 5 de novembro de 2020. AP - Guillaume Horcajuelo
Texto por: RFI
3 min

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que vai duplicar o contingente de políciais nas fronteiras para combater a ameaça terrorista e a migração ilegal. A decisão foi tomada após "à intensificação da ameaça terrorista" e os últimos atentados que atingiram a França, como o de Nice, no sudeste do país, que deixou três mortos.

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O número de agentes passará de 2.400 para 4.800, detalhou o presidente francês, que fez o anúncio na fronteira com a Espanha, na cidade de Le Pertús. Macron disse que é "a favor" de uma "profunda" revisão das normas que regem o espaço Schengen de livre-circulação na Europa. 

O presidente francês declarou que fará "propostas ao Conselho Europeu com este objetivo, até dezembro."  A ideia é "pensar sobre a organização" do Espaço Schengen e "intensificar a proteção comum nas fronteiras." A França assume a presidência rotativa da União Europeia  no primeiro semestre de 2022 e pretende oficializar o novo dispositivo neste prazo.

A ideia, ressaltou o chefe de Estado, é tornar o Espaço Schegen "mais coerente", para coordenar melhor a "proteção das fronteiras" e a "solidariedade". Macron lembrou que a "carga não deve recair sempre sobre os países que recebem primeiro os imigrantes", como a Itália e a Espanha, por exemplo.

Ele ressaltou, entretanto, que a França é uma das nações que mais acolhe estrangeiros ilegais recusados em outros territórios europeus. "Espero que a gente possa mudar as regras do jogo", afirmou. Ele também pediu que a luta contra os coiotes, que lucram com as travessias ilegais, "cada vez mais ligados às redes terroristas", seja intensificada.  Recentemente, a França foi alvo de uma série de atentados, entre eles o ocorrido em Nice, que deixou uma brasileira morta.

Coordenação reforçada

Na chegada à fronteira com a Espanha, Macron conversou com os policiais da alfândega que controlam os veículos que chegam à França pelas rodovias. Um deles fez uma demonstração com um drone que fiscaliza os acessos na fronteira. O presidente francês também visitou um centro franco-espanhol de cooperação policial e aduaneira, onde trabalham 24 funcionários franceses e espanhois. 

A coordenação entre os serviços secretos dos dois países foi reforçada em 2017. Os recursos financeiros, humanos e tecnológicos também aumentaram, explicou Macron em um tuíte. Cerca de 35 mil veículos passam todos os dias pelas rodovias, entre as cidades de Le Perthus, do lado francês, e La Jonquera, do lado espanhol.

A Espanha é uma das principais portas de entrada dos imigrantes clandestinos na França. A maior parte vem da África do Norte e desembarca no litoral espanhol antes de chegar ao país. Mais de 4.000, muitos argelinos, foram impedidos de entrar no território nos últimos três meses na região francesa dos Pirineus Orientais.

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