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Maioria dos franceses aprova extensão do lockdown até as festas de fim de ano por medo da Covid-19

Policiais patrulham calçadas da avenida dos Champs-Elysées para verificar se pedestres tinham autorização para estar na rua no sábado, 31 de outubro de 2020.
Policiais patrulham calçadas da avenida dos Champs-Elysées para verificar se pedestres tinham autorização para estar na rua no sábado, 31 de outubro de 2020. REUTERS - BENOIT TESSIER
Texto por: RFI
3 min

Uma pesquisa publicada pelo jornal Le Parisien nesta segunda-feira (2) revela que 71% dos franceses são favoráveis à extensão do lockdown até as festas de fim de ano. Segundo a sondagem, 56% dos entrevistados têm medo de contrair o vírus e preferem aceitar um aperto nas restrições para proteger a saúde de todos.

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Le Parisien nota, entretanto, uma contradição entre a aceitação das medidas adotadas pelo governo e o comportamento dos franceses no primeiro fim de semana do segundo lockdown, já que as pessoas aproveitaram o máximo de possibilidades permitidas para sair de casa. Ou seja: "cada um quer viver o bloqueio do seu jeito", observa o jornal.

Ao contrário do que se viu no primeiro semestre do ano, quando as ruas de Paris ficaram desertas durante os 55 dias de isolamento, o trânsito esteve quase normal na sexta-feira (30), primeiro dia de vigência das novas proibições. "As ruas estavam repletas de carros, táxis, entregadores, ciclistas e pedestres", destaca do diário.

De qualquer maneira, as circunstâncias também mudaram. Desta vez, as escolas permanecem abertas e, nesta segunda-feira (2), é dia de volta às aulas, após 15 dias das férias de outono, marcadas pelo atentado contra o professor de história Samuel Paty, decapitado por um terrorista checheno no último dia antes do recesso. Para encorajar os estudantes, o presidente Emmanuel Macron escreveu a eles uma mensagem no Snapchat e outras redes sociais.

Homenagens a Samuel Paty

A imprensa dá grande destaque ao minuto de silêncio programado às 11h, em todos os estabelecimentos de ensino da França, em homenagem ao professor morto.

O jornal Libération publica trechos da carta do socialista Jean Jaurès, um dos redatores da lei que separou a Igreja do Estado na França, em 1905, e que foi lida aos estudantes. "Os alunos devem saber o que é uma democracia livre, que direitos e deveres todos devem respeitar em nome da nação", escreveu o então deputado.

"Recordar o pensamento de Jaurès e sua luta por uma educação moral laica, ou seja, independente de qualquer crença religiosa, é muito importante neste momento no país", destaca o diário progressista.

Preocupação com a Covid-19 nas escolas

A imprensa nota que os professores retomam o ano letivo preocupados com a intensidade da segunda onda de coronavírus. Em suas páginas, o Libération ressalta que, embora estudos apontem que crianças e adolescentes são menos expostos à Covid-19, os estabelecimentos de ensino são locais de aglomeração que devem ser submetidos à testagem com mais frequência.

Se por um lado o sistema imunológico das crianças consegue combater o coronavírus com mais facilidade do que os adultos, os pequenos, mesmo com carga viral mais fraca, podem contaminar seus familiares e contribuir para a propagação da doença, afirma a matéria.

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