Acessar o conteúdo principal

Bélgica supera 20.00 mortos, pandemia se acelera na Europa e Merkel alerta que pior está por vir

A Bélgica, onde o uso de máscara é obrigatório a partir dos 12 anos, superou neste domingo, 10 de janeiro de 2021, os 20.000 mortos pela Covid-19.
A Bélgica, onde o uso de máscara é obrigatório a partir dos 12 anos, superou neste domingo, 10 de janeiro de 2021, os 20.000 mortos pela Covid-19. REUTERS/Bart Biesemans
Texto por: RFI
5 min

A Bélgica superou os 20.000 mil mortos pela Covid-19 neste domingo (10) e a Alemanha 40.000. A contaminação se acelera na Europa e chanceler Angela Merkel acredita que o pior ainda está por vir.

Publicidade

Desde que Pequim anunciou há um ano, em 11 de janeiro de 2020, a primeira morte por Covid-19 em Wuhan, o vírus matou quase 2 milhões pessoas ao redor do mundo, e mergulhou o planeta em uma crise econômica sem precedentes. Um ano depois, a rápida disseminação de novas variantes mais contagiosas tem provocado novas ondas epidêmicas e o risco de asfixia de hospitais, como no Reino Unido. O país mais atingido da Europa superou no sábado a marca de 80.000 mortes.

O sistema de saúde britânico está "enfrentando atualmente a situação mais perigosa de todos os tempos", advertiu Chris Whitty, diretor médico para a Inglaterra. "Se o vírus continuar nessa trajetória, os hospitais estarão em dificuldades reais, e muito em breve", disse.

A campanha de vacinação no país é uma esperança e para dar o exemplo, a rainha Elizabeth II, de 94 anos, e seu marido, o príncipe Philip, 99, receberam no sábado a primeira dose da vacina contra o coronavírus no Castelo de Windsor, no oeste de Londres, onde estão isolados em respeito ao lockdown no país.

UTIs alemã saturadas

As próximas semanas serão "a fase mais difícil da pandemia", com equipes médicas trabalhando no máximo de suas capacidades, alertou Angela Merkel. Mais de 80% dos leitos de terapia intensiva do país estão ocupados.

As autoridades temem sobretudo o impacto total da intensificação dos contatos sociais durante as festas de fim de ano que ainda não é visível nas estatísticas.

A Bélgica, que superou os 20.000 mortos, é o primeiro país do mundo em mortalidade em comparação com sua população. A taxa belga é de 1.725 mortes por um milhão de habitantes. Metade das vítimas do país é de residentes de lares de idosos.

À espera do desdobramento das campanhas de vacinação, cuja lentidão é criticada, novas medidas restritivas são adotadas em todo o planeta, em particular no Quebec, Suécia e França. Os governos se esforçam para reduzir os contatos, apesar de riscos de agravamento da crise econômica

Toque de recolher antecipado na França

Na França, o governo antecipou o toque de recolher para as 18h em oito novos departamentos, independentemente dos protestos de comerciantes e políticos locais. A medida já era obrigatória em quinze departamentos desde o fim da semana passada e a partir deste domingo afeta cerca de um quarto do território francês. No resto do país, o toque de recolher começa às 20h00.

Quarenta casos de contaminação pela variante britânica já foram detectados na França. Um terceiro foco foi descoberto em Marselha, no sul do país, onde uma família que passou férias na Grã-Bretanha foi contaminada pela nova mutação do vírus.

Mônaco também decidiu antecipar o toque de recolher no principado para 19h. A medida entra em vigor nesta segunda-feira (11).

Medida sem precedentes no Quebec

A província francófona canadense tomou uma medida sem precedentes no país desde a epidemia de gripe espanhola há um século. Em todo o Quebec, um toque de recolher noturno entrou em vigor na noite de sábado (9) para conter a segunda onda de coronavírus.  

A aceleração da epidemia obrigou a Suécia a romper com sua política até então menos rígida. A partir deste domingo, o governo poderá endurecer as medidas, incluindo o fechamento de lojas e restaurantes em áreas específicas.

Na Dinamarca, os casos ligados à nova cepa britânica do vírus estão aumentando, mas as restrições provocam cansaço e revoltas. Os protestos terminaram em confrontos no sábado e nove pessoas foram presas. "Liberdade para a Dinamarca, já chega", gritavam os manifestantes.

Campanhas de vacinação

As restrições têm como objetivo frear a disseminação da pandemia antes da implementação de campanhas de vacinação em massa que poderiam erradicar a doença.

A Índia pretende imunizar 300 milhões de pessoas ao lançar em uma semana uma das maiores campanhas de vacinação contra a covid-19 do mundo. O gigante asiático tem mais de dez milhões de casos detectados.

Cuba, por sua vez, anunciou que deseja testar no Irã a eficácia da Soberana 02, sua vacina candidata mais avançada.

Para ajudar os "países vulneráveis" a também ter acesso às vacinas, o Reino Unido anunciou neste domingo que arrecadou junto a seus aliados US$ 1 bilhão (€ 820 milhões). "Só estaremos protegidos desse vírus quando estivermos todos seguros. É por isso que estamos nos concentrando em uma solução global para um problema global", disse o ministro das Relações Exteriores britânico, Dominic Raab.

 

(Com AFP)

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.