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Reino Unido vai ampliar medidas para barrar progressão de variante do coronavírus

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson, em entrevista à tevê britânica afirmou que deve tomar medidas mais restritivas para barrar progressão de variante de novo coronavírus, neste domingo, 3 de janeiro de 2021.
O primeiro-ministro britânico Boris Johnson, em entrevista à tevê britânica afirmou que deve tomar medidas mais restritivas para barrar progressão de variante de novo coronavírus, neste domingo, 3 de janeiro de 2021. VIA REUTERS - JEFF OVERS/BBC
Texto por: RFI
4 min

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson disse, neste domingo (3), que restrições mais severas poderiam ser tomadas na Inglaterra para combater a rápida progressão da Covid-19, atribuída à nova variante do Sars-Cov-2. O governo britânico também tomou a controvertida decisão de aumentar prazo entre aplicação de doses da vacina da Pfizer BioNTech.

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“É possível que tenhamos que tomar decisões difíceis nas próximas semanas em diversas partes do país”, declarou Boris Johnson. De acordo com o primeiro-ministro, uma das medidas seria o fechamento das escolas, como durante a primeira onda da pandemia.

Apesar de ter declarado que a educação das crianças era uma “prioridade”, Johnson disse que era necessário reconhecer “o impacto da nova variante do vírus”.

Até agora, 75% da população do Reino Unido está em isolamento e a volta às aulas após as férias de fim de ano na segunda-feira (4) foi adiada para boa parte dos estudantes, principalmente em Londres e no sudoeste da Inglaterra, onde o número de contaminações aumentou exponencialmente nas últimas semanas. Um aumento que estaria ligado à nova variante do vírus, mais contagiosa.

Nas regiões onde as escolas permanecem abertas, o primeiro-ministro encorajou os pais a enviarem seus filhos, garantindo que estariam seguros. “O risco para as crianças e os jovens é muito baixo”, afirmou.

O sindicato nacional da Educação acredita que as escolas deveriam ser fechadas por medida de segurança. “As escolas têm um papel importante na propagação da infecção”, disse Jerry Glazier, membro do comitê nacional executivo do sindicato. “Achamos que as escolas são perigosas para as crianças e para o pessoal da Educação”, disse. “Muitos professores estão ansiosos com a ideia de voltar a trabalhar”, acrescentou.

No jornal Sunday Mirror, o chefe da oposição trabalhista, Keir Starmer, criticou as mudanças de direção do governo. “A confusão reina entre os pais, os professores e os alunos sobre quem vai voltar à escola na segunda-feira e quem não vai”, declarou.

Decisão arriscada

O governo do Reino Unido também anunciou uma decisão arriscada para conter a evolução da pandemia: ampliar de 3 para 12 semanas o prazo de administração da segunda dose da vacina da Pfizer BioNTech, usada na campanha de vacinação que começou em 8 de dezembro, para que o máximo de pessoas receba a primeira dose.

Mais de 100 mil pessoas já receberam a primeira aplicação, que garante 50% de eficácia contra a doença. Somente com a segunda dose do imunizante seria possível alcançar os 90% de proteção esperados.

“Cada vez que vacinamos alguém uma segunda vez, deixamos de vacinar outra pessoa pela primeira. Isso significa que perdemos a oportunidade de reduzir consideravelmente o risco das pessoas mais vulneráveis ficarem gravemente doentes por causa da Covid-19”, justifica Jonathan Van-Tam, diretor médico adjunto pela Inglaterra, em entrevista ao jornal Mail on Sunday.

A partir de segunda-feira, 530 mil doses de outra vacina, a desenvolvida pela Universidade de Oxford e o grupo AstraZeneca, também estarão disponíveis para serem administradas no Reino Unido. O governo britânico deve receber ao todo 100 milhões de doses do produto até o fim de março.

O Reino Unido é um dos países mais atingidos pela pandemia na Europa, com 75.024 mortos. Quase 55.000 pessoas testaram positivo para o vírus nas últimas 24 horas, ultrapassando a marca de 50.000 contaminações pelo sexto dia consecutivo, segundo o último boletim oficial publicado neste domingo.

 

 

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