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Brexit: Escócia espera fazer parte da UE como país independente

Primeira-ministra da Escócia pretende convocar um novo plebiscito sobre a independência do país.
Primeira-ministra da Escócia pretende convocar um novo plebiscito sobre a independência do país. POOL/AFP/File
Texto por: RFI
3 min

A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, afirmou neste sábado (2) que espera ver o país independente e capaz de "ingressar" na União Europeia. Ela ainda enfatizou que o Brexit foi efetivado contra a vontade dos escoceses, que votaram majoritariamente contra, durante o plebiscito de 2016.

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"Estamos passando por um Brexit difícil, contra a nossa vontade, no pior momento possível, em meio a uma pandemia e a uma recessão econômica", lamentou Sturgeon na página de seu partido na internet, o independentista SNP, dois dias após a saída do Reino Unido do mercado único e da união aduaneira europeia.

Mais uma vez, ela expressou sua determinação em realizar um novo plebiscito sobre a independência escocesa, após a consulta realizada em 2014, quando 55% dos escoceses disseram "não" à independência.

Contudo, a decisão final de realizar um referendo na Escócia cabe ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que recusa a proposta. Entretanto, uma grande vitória do SNP nas eleições locais em maio próximo aumentaria a pressão sobre Londres para aceitar uma nova consulta.

Escoceses apoiam ruptura com Reino Unido, diz pesquisa

De acordo com a última pesquisa conduzida pelo instituto Savanta ComRes para o jornal The Scotsman, em meados de dezembro, 58% dos escoceses agora apoiam um rompimento com o Reino Unido.

"Como membro independente da União Europeia, a Escócia seria um parceiro e poderia construir pontes - não apenas uma ponte para a construção de uma economia mais forte e uma sociedade mais justa, mas também para facilitar relações entre a UE e o Reino Unido ", disse Nicola Sturgeon.

"Em nossos quase 50 anos de filiação, nos beneficiamos enormemente das liberdades do mercado único, incluindo a liberdade de movimento. Mais de 230.000 pessoas de toda a Europa fizeram da Escócia o seu lar", destacou a primeira-ministra.

Com o Brexit, “os nossos cidadãos ficarão menos seguros e o seu direito de trabalhar, estudar e viver em outro local da Europa será restringido”, lamentou, citando os 2.000 escoceses que participaram do programa de intercâmbio universitário Erasmus, no ano passado, do qual o governo britânico deixou de participar.

"Não queríamos partir e esperamos nos juntar a vocês em breve como um parceiro de igual para igual", concluiu Sturgeon em uma mensagem aos europeus.

 

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