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"The End", destaca imprensa francesa sobre saída definitiva do Reino Unido da UE

Imprensa francesa destaca que o primeiro-ministro britânico Boris Johnson quer deixar como sua herança a "realização do Brexit".
Imprensa francesa destaca que o primeiro-ministro britânico Boris Johnson quer deixar como sua herança a "realização do Brexit". Ben STANSALL / AFP
Texto por: RFI
3 min

Os jornais franceses dessa sexta-feira (1°) destacam a saída definitiva do Reino Unido da União Europeia. O diário Libération estampa uma foto de página inteira da rainha Elizabeth II, de costas, com uma manchete em letras garrafais: "The End".

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"Está terminado. E, ao mesmo tempo, acabou de começar", afirma a reportagem, ao descrever "a abertura de um novo capítulo" na histórida do Reino Unido. Quatro anos e meio após os britânicos terem votado, em um plebiscito, pela saída da UE, "o Brexit deixou de ser um conceito ou uma ideia colocada no papel", revela o diário.

O dia 1º de janeiro de 2021 marca o início de um futuro diferente para o Reino Unido, mas também para o resto da Europa. O voto do Parlamento britânico a favor do acordo do pós-Brexit foi confirmado na quarta-feira (30), enquanto a votação no Parlamento Europeu acontece em fevereiro.

Em teoria, a saída da UE já havia acontecido em 31 de janeiro de 2020, mas é a partir deste 1º de janeiro que a vida dos britânicos e dos europeus começa mesmo a mudar. Regras de imigração, passaportes, alfândegas, fretes, fronteiras e até mesmo planos de telefonia celular estão na lista das adaptações que deverão ser feitas, cita o Libération.

"Está terminado. E, ao mesmo tempo, acabou de começar", afirma a reportagem do Libération.
"Está terminado. E, ao mesmo tempo, acabou de começar", afirma a reportagem do Libération. © divulgação

"Será que a cidade de Londres, até agora o coração financeiro da UE, sobreviverá a essas mudanças, já que os serviços financeiros são excluídos do acordo?", questiona o artigo. Tudo ficará um pouco mais complicado. Este é o preço que o Reino Unido escolheu pagar para recuperar o que chama de "soberania", analisa o diário. 

O jornal Le Monde lembra que os cidadãos britânicos perdem o direito de circular e viver livremente na UE. "As estadias no continente são limitadas a 90 dias sem visto e os cidadãos devem ter um passaporte válido por pelo menos seis meses no dia da partida", detalha.

O texto também destaca que o primeiro-ministro, Boris Johnson, quer deixar como sua herança a "realização do Brexit".  " O acordo não é perfeito, mas o país terá poder para decidir por ele mesmo", defendeu o deputado eurocético e conservador Iain Duncan, citado pela reportagem. 

Já a ex-primeira ministra britânica, Theresa May, aproveitou para provocar o seu sucessor. "Temos um acordo comercial que beneficia a União Europeia, que se aproveitará da ausência de taxas para a exportação de produtos ao Reino Unido, mas não há entendimento sobre os serviços que nos beneficiariam, especialmente a City de Londres, o pulmão econômico do país", critica.

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