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Forças Armadas prometem lealdade a Maduro, dois dias antes de protestos

Ministro da Defesa Vladimir Padrino López durante cerimônia com milicianos no Palácio Miraflores em Caracas, em 17 de abril de 2017
Ministro da Defesa Vladimir Padrino López durante cerimônia com milicianos no Palácio Miraflores em Caracas, em 17 de abril de 2017 REUTERS/Marco Bello
3 min

Na Venezuela, a dois dias da grande marcha convocada pela oposição para exigir a antecipação das eleições, as Forças Armadas reafirmaram nesta segunda-feira (17) sua lealdade ao presidente Nicolás Maduro.

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"A Força Armada Nacional Bolivariana (...) ratifica sua lealdade incondicional ao presidente", declarou o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, em comício perto do Palácio de Miraflores, diante milhares de milicianos civis.
O general Padrino López definiu Maduro como "um presidente autenticamente chavista, que a Força Armada admira profundamente".

"Amor com amor se paga. Lealdade com lealdade se paga!" (Maduro)

Esta foi a resposta do presidente à declaração de fidelidade por parte do exército durante um ato que prestava homenagem à milícia civil. A cerimônia aconteceu às vésperas da mobilização convocada para a capital Caracas e as principais cidades do país, pelos adversários de Maduro.

Padrino López acusou os dirigentes da oposição de executar, com apoio de grupo da extrema-direita, uma "agenda criminosa e carregada de ódio, que inclui atos terroristas, distúrbios, saques, vandalismo e outras formas de violência". Padrino López também negou as acusações da oposição quanto à violência da repressão dos movimentos de rua.

Desde 1º de abril deste ano as manifestações contra Maduro se sucederam. Cinco manifestantes morreram e centenas ficaram feridos e foram detidos, em meio aos confrontos com as autoridades.

Os protestos explodiram após sentenças com as quais o Supremo Tribunal de Justiça assumiu as funções do Parlamento, de ampla maioria opositora, e retirou a imunidade dos deputados. Em meio a uma forte rejeição internacional, as decisões foram parcialmente anuladas, mas a revolta popular não enfraqueceu.

OEA pede fim de "ações homicidas"

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, exigiu na semana passada o fim das "ações homicidas dos paramilitares" na Venezuela. "É preciso acabar com as ações homicidas dos paramilitares conhecidos pelo nome de coletivos", acrescentou, referindo-se às organizações comunitárias que, segundo a oposição venezuelana, foram armadas pelo governo chavista.

O chefe da Organização de Estados Americanos (OEA) tem criticado duramente o governo de Maduro e é o principal promotor da pressão exercida pela comunidade internacional para que Caracas convoque eleições, libere os políticos presos e respeite as liberdades civis. Já o governo dos Estados Unidos pediu respeito ao direito à manifestação, que as mortes sejam investigadas e que se garantam eleições que respetem a Constituição".

(Informações da AFP)

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