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Com cerca de 3 mortos por minuto, EUA batem novo recorde de vítimas fatais da Covid-19

Aumento da doença é notado em todo o território norte-americano, mas afeta especialmente o sul e o oeste dos Estados Unidos, onde hospitais começam a ficar saturados.
Aumento da doença é notado em todo o território norte-americano, mas afeta especialmente o sul e o oeste dos Estados Unidos, onde hospitais começam a ficar saturados. AP - Jae C. Hong
Texto por: RFI
4 min

Os Estados Unidos registraram um novo recorde de mortos vítimas de Covid-19. O país contabilizou 4.470 óbitos em 24 horas, o que representa quase 3 pessoas mortas por minuto.

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Com informações da AFP e de Loïc Pialat, correspondente da RFI em Los Angeles

Até agora, a primeira economia mundial não havia superado os 4.000 mortos por coronavírus em 24 horas. Além das vítimas fatais, os Estados Unidos registraram 235.000 novos contágios na terça-feira (12). No total, o país contabiliza mais de 380.000 mortos e 22,8 milhões de casos, e continua sendo a nação com mais óbitos provocados pelo coronavírus.

"É, sem dúvida, o período mais sombrio de toda minha carreira", afirma Kari McGuire, responsável da unidade de cuidados paliativos do hospital Santa Maria, de Apple Valley, uma pequena cidade da Califórnia.

Nesse hospital, totalmente saturado, os pacientes com Covid-19 se amontoam nos corredores, em macas improvisadas na unidade de terapia intensiva (UTI) e até mesmo nos serviços de pediatria. Segundo McGuire, o número de mortos é "astronômico".

Segundo a legislação da Califórnia, os enfermeiros não podem cuidar de mais de dois pacientes em unidades de tratamento intensivo (UTI) ao mesmo tempo. Mas diante da crise sanitária, dezenas de hospitais solicitaram autorizações especiais para que seu pessoal dê conta da demanda.

“Cuidar de dois doentes em estado crítico exige um trabalho minucioso. Temos que ficar atentos aos sintomas para reagir rapidamente”, conta Janelle Mattson, que acompanha três pacientes há três semanas no Riverside Community Hospital, ao leste de Los Angeles. “Várias vezes não paramos nem para comer. Corremos das sete da manhã às sete da noite, sem parar. Falta pessoal. Precisamos de ajuda”, desabafa.

Em Los Angeles, desde a semana passada, dez caminhões frigoríficos acolhem os cadáveres, cada vez mais numerosos.

Teste negativo para quem entra no país

Para tentar frear os contágios, as autoridades federais anunciaram que, a partir de 26 de janeiro, será exigido um teste negativo a todos os viajantes que chegarem ao país de avião. O aumento da doença é notado em todo o território norte-americano, mas afeta especialmente o sul e o oeste.

Em Nova York, as autoridades se preocupam como o aumento de casos, mas também com a campanha de vacinação. Segundo o prefeito Bill de Blasio, os estoques de imunizantes podem acabar até o final da próxima semana.

Países vizinhos também registram número de mortos em alta

O vírus também não dá trégua no vizinho México, que na terça-feira alcançou um novo recorde diário de casos e óbitos, com 1.314 mortes e 14.395 casos confirmados. No total, o país de 129 milhões de habitantes conta 1,5 milhão de casos e 135.682 mortos desde o início da pandemia.

Mais ao sul, o Panamá, país da América Central que registrou mais contágios, com mais de 285.000 casos acumulados e mais de 4.500 mortos, planeja alugar contêineres refrigerados para armazenar os corpos devido ao colapso dos necrotérios e hospitais pela pandemia, no que considera sua "pior crise sanitária em 100 anos".

Um ano após o anúncio dos primeiros mortos vítimas da Covid-19, a pandemia já matou 1.945.437 pessoas no mundo e cerca de 91,5 milhões de casos positivos foram registrados, segundo o balanço divulgado na terça-feira.

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