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Biden critica condescendência com apoiadores de Trump: "antirracistas receberiam outro tratamento"

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, considerou inaceitável a diferença de tratamento dada aos apoiadores de Trump e a militantes do movimento Black Lives Matter (Vidas Pretas Importam).
O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, considerou inaceitável a diferença de tratamento dada aos apoiadores de Trump e a militantes do movimento Black Lives Matter (Vidas Pretas Importam). Alex Edelman AFP
Texto por: RFI
4 min

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, disse estar convencido de que os manifestantes antirracistas teriam sido tratados "de forma muito diferente" em comparação com os simpatizantes de Donald Trump, que invadiram o Congresso em Washington. Em um discurso pronunciado em sua cidade natal, Willmington, Biden afirmou nesta quinta-feira (7) que Donald Trump foi responsável por "um dos dias mais sombrios" da história do país.

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“Ontem foi, aos meus olhos, um dos dias mais sombrios da nossa história”, lamentou o democrata, descrevendo os que participaram da invasão e degradação do Capitólio, sede do Congresso americano, como “terroristas”. 

Biden acusou Trump de ter "desencadeado um ataque total às instituições democráticas americanas". Durante a tarde, na quarta-feira, Trump encorajou seus apoiadores a avançarem para o Congresso, antes de postar um vídeo no qual ele repetia, sem provas, que a eleição havia sido "roubada". "Ele lançou um ataque total às instituições de nossa democracia desde o início", declarou o democrata.

O Congresso estava reunido para certificar a eleição do democrata como 46° presidente dos Estados Unidos, quando foi tomado por manifestantes pró-Trump. A sessão teve de ser interrompida, por causa da insurreição, e só foi retomada horas mais tarde.

Biden acusou as autoridades de terem tratado os apoiadores de Trump com mais condescendência que os participantes de protestos antirracistas que foram dispersados à força, no ano passado, em Washington.

 "Se tivesse sido um grupo do (movimento antirracista) Black Lives Matter o que protestava ontem, teria recebido um tratamento muito diferente do que recebeu a turba de bandidos que invadiu o Capitólio", afirmou o presidente eleito. "Todos sabemos que isso é verdade e é inaceitável", acrescentou.

Mais cedo, a presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, pediu a destituição imediata de Trump, descrevendo-o como "uma pessoa muito perigosa que não deveria continuar no cargo".

FBI lança investigação para responsabilizar invasores

O diretor do FBI (o departamento federal de investigações americano), Christopher Wray, publicou uma nota nesta quinta-feira (7) dizendo que vai responsabilizar os manifestantes que participaram dos distúrbios. O órgão emitiu um apelo a testemunhas para ajudar a identificar os envolvidos. Uma linha telefônica foi aberta, assim como um formulário online para que as pessoas possam transmitir informações que ajudem a identificar os indivíduos que instigaram e participaram das cenas de violência na capital federal. 

Dentre as 68 pessoas presas após a invasão do prédio que abriga as duas câmaras do Congresso, várias delas deverão comparecer ante a Justiça ainda nesta quinta-feira. A maioria terá que responder por violação do toque de recolher que foi decretado pela prefeita de Washington na tentativa de encerrar os distúrbios.

“A violência e a destruição de bens no Capitólio dos EUA expressou ontem o desprezo flagrante e terrível por nossas instituições governamentais e pela administração ordenada do processo democrático”, enfatizou o diretor do FBI em seu comunicado.

 “Alguns participantes da violência de ontem serão indiciados hoje e vamos continuar a analisar metodicamente as provas, a indiciar e a promover detenções nos próximos dias ou semanas, até termos certeza que os responsáveis prestarão contas perante a lei", disse o procurador-geral interino Jeffrey Rosen.

(Com informações da AFP)

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