Acessar o conteúdo principal

Líder do grupo de extrema direita "Proud Boys" é preso em Washington, às vésperas de ato pró-Trump

Enrique Tarrio, líder do coletivo de extrema direita "Proud Boys", foi preso após queimar uma bandeira do movimento "Black Lives Matter" em uma igreja metodista de Washington, em 12 de dezembro de 2020.
Enrique Tarrio, líder do coletivo de extrema direita "Proud Boys", foi preso após queimar uma bandeira do movimento "Black Lives Matter" em uma igreja metodista de Washington, em 12 de dezembro de 2020. AP - Allison Dinner
Texto por: RFI
4 min

Enrique Tarrio, 36, foi detido na segunda-feira (4) em Washington por queimar uma bandeira do movimento antirracista "Black Lives Matter" no mês passado. O líder do coletivo "Proud Boys" viajou à capital americana para participar da manifestação em apoio ao presidente Donald Trump.

Publicidade

Tarrio foi considerado culpado por destruição de bens privados. No último, em 12 de dezembro, durante um violento protesto em Washington contra os resultados das eleições americanas, ele arrancou uma bandeira da igreja metodista Asbury United, onde a maioria dos fiéis é afro-americana. Em seguida, ele e outros membros do grupo de extrema direita queimaram a bandeira. 

O líder do coletivo "Proud Boys" também enfrenta acusações de porte de dois cartuchos de uma arma ilegal de alto calibre, apreendida pela polícia no momento de sua prisão. Durante o protesto, extremamente violento, várias pessoas foram esfaqueadas e outras presas. 

O militante já havia reivindicado sua responsabilidade pelo ato no mês passado. Em um post nas redes sociais, ele escreveu: "contra a vontade de meu advogado, aqui estou para admitir que eu sou a pessoa que queimou a bandeira". Na mesma publicação, Tarrio desafiou a polícia: "venham me prender se vocês acham que eu fiz foi errado. Vamos deixar o público decidir".

Ao ser entrevistado para o podcast "War Boys", no mês passado, Tarrio comemorou ser "a pessoa que tomou a iniciativa de acender o isqueiro e atear fogo na bandeira". "E estou muito feliz de ter feito isso", completou. 

A acusação foi feita pela igreja metodista. "A conduta dos 'Proud Boys' em Washington em 12 de dezembro de 2020 é um novo capítulo perigoso na longa e terrível história de violência dos supremacistas brancos contra os templos negros", afirmou ele em sua denúncia.

O grupo "Proud Boys", considerado neofascista, foi fundado em 2016 pelo canadense-britânico Gavin McInnes, célebre ativista da extrema direita. Formado por homens ultraconservadores e antiimigração, seus integrantes se classificam como “chauvinistas ocidentais”. Apesar de alegarem que usam violência apenas para se defender, os militantes são constantemente vistos em atos carregando armas e muitos deles foram condenados por crimes de ódio.

Manifestação em Washington

Os "Proud Boys" devem marcar presença na manifestação prevista para ocorrer em Washington na quarta-feira. O Congresso americano deve ratificar os resultados das eleições presidenciais e a vitória do democrata Joe Biden. No entanto, partidários de Donald Trump acreditam que conseguirão evitar a confirmação dos resultados da votação.

Um dos maiores incitadores do ato é o próprio presidente em fim de mandato. Desde o anúncio da vitória de Biden, Trump alega fraudes na votação, sem jamais ter apresentado qualquer prova. No último domingo (3), o jornal The Washington Post divulgou a gravação de um telefonema no qual ele pede a um representante do partido Republicano que "encontre" as cédulas necessárias para cancelar a sua derrota no estado da Geórgia: uma atitude que chocou Washington.

Trump não parece se importar com as críticas. Em um tuíte, ele divulgou a programação da manifestação que começará nos arredores da Casa Branca. "Estarei lá. Dia histórico!", escreveu. 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.