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Margem de erro nas pesquisas dificulta previsão de resultados de eleições nos EUA

Eleições americanas 2020 - crônica de Thiago de Aragão
Eleições americanas 2020 - crônica de Thiago de Aragão AP - Rebecca Blackwell
Texto por: Thiago de Aragão
7 min

As últimas horas antes das eleições presidenciais americanas prometem ser intensas. Por mais que tenhamos o dia da apuração na terça-feira (3), existe a possibilidade de que o suspense em relação ao vencedor se estenda até sexta-feira (6).

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Thiago de Aragão, analista político

As pesquisas seguem bastante díspares e, enquanto muitas indicam uma vitória de Joe Biden, outras mostram que o presidente americano, Donald Trump, diminuiu a vantagem em estados-chave, principalmente a Pensilvânia. O ambiente eleitoral faz com que Flórida e Pensilvânia sejam os estados mais importantes na eleição.

Trump, segundo notícias veiculadas em vários jornais americanos, planeja se declarar vencedor caso, na noite de terça-feira, esteja liderando as apurações. Esse movimento é arriscado e traz mais incertezas, já que milhões de votos pelo correio poderão ser computados apenas nos dias seguintes. Se esses votos forem, primordialmente, de estados como a Pensilvânia, a incerteza em cima do vencedor aumentará significativamente.

O republicano vem focado especialmente na Pensilvânia nesses últimos dias. No fim de semana realizou um comício em Butler, no qual atraiu 57 mil apoiadores, apesar da Covid-19. Na tentativa de reverter votos no último minuto, Trump, naturalmente, está se expondo mais enquanto Biden permanece mais discreto.

Campanha continua no dia da eleição

O presidente americano ainda estará bastante ativo eleitoralmente até minutos antes do fechamento das urnas. Biden deverá passar a terça-feira em campanha, mas com uma mobilização mais discreta e focalizada. O democrata sabe que se garantir a Pensilvânia e ganhar os estados que já estão inclinados para seu lado, dificilmente perderá a eleição presidencial.

Para Trump, a vitória na Flórida é uma obrigação, assim como um resultado positivo na Pensilvânia, Geórgia, Carolina do Norte e possivelmente, Ohio ou algum outro estado no chamado “Cinturão da Ferrugem” – Wisconsin ou Michigan.

Trump vem batendo na tecla da economia para tentar diminuir o impacto negativo que a Covid-19 teve em sua narrativa. O aumento de casos nas últimas semanas e a perspectiva de uma segunda onda prejudicou sua campanha, já que ele sabe que o eleitor indeciso não olha positivamente a forma como ele gerenciou o tema.

No entanto, no aspecto econômico, os resultados do último trimestre foram positivos para o presidente americano, por isso a ênfase na continuação do crescimento econômico como trunfo de campanha nessa reta final.

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